Big Chop

6 motivos para não passar muito tempo em transição e fazer logo o BC

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A transição é uma fase chata e demorada. Mentira. Ela é uma fase chata e demorada se você quiser que ela seja assim. SIM, a escolha é sua!

Percebo muitas meninas que passam meses e até anos na transição, ou seja, esperando o cabelo mudar. O motivo quase unânime (não coloquei só unânime para deixar uma margem de erro) é simples: medo de cortar o cabelo, de não se sentir aceita, de não ficar feminina, de se sentir feia. Já comentei no post “10 coisas que toda cacheada precisa saber ” que saimos de uma ditadura, mas entramos em outra: a do cabelo comprido.

Não me leve a mal. Você pode fazer o que bem quiser com o seu cabelo, mas gostaria de te dar alguns motivos para parar e refletir sobre fazer ou não o BC. Se você realmente não quiser sabê-los e estiver decidida  a esperar a raiz crescer (e virar ponta) para cortar a parte alisada, pode seguir pelo blog. Temos um monte de dicas, resenhas, receitas e até dicas para o cabelo crescer :) Mas se você quiser ver, vem de coração aberto, porque não são imposições, não são regras, são dicas de quem já passou por essa fase e responde a dúvidas sobre transição diariamente :)

6-motivos-para-nao-passar-muito-tempo-em-transicao-e-fazer-logo-o-bc

1- A vida é muito curta para ficar tanto tempo em transição

Muito curta. Dois anos não parecem nada hoje ou quando vamos vivendo um dia após o outro, mas é muita coisa quando olhamos para trás e vemos que podíamos ter feito diferente. Passei 6 meses em transição (sem nem saber que estava, como contei em “Por que tanto medo do BC, afinal?) de cabelo preso e com chapinha. Hoje vejo as fotos e percebo quanto tempo perdi com o cabelo feio.

2- A vida é muito curta para não ter cabelo curto

Pouca gente sabe, mas quando pequena eu queria ser atriz. Sempre gostei de criar personagens na minha cabeça, me imaginar sendo loira, morena, ruiva, rica, pobre, na Disney, fazendo Safari, médica, professora, atriz. E acabei trazendo isso para minha vida real, sabe? Acredito que tudo são experiências que formam quem somos, que nós constroem e nos fazem de nós pessoas mais ricas culturalmente. E o que o cabelo curto tem a ver com isso? Para mim, tudo. E se você quer um conselho, não passe sua vida sem saber o que é o vento batendo na sua nuca, a água escorrendo no banho e te refrescando e muito menos sem dar um recado para a sociedade: eu sou linda, feminina e tenho cabelo curto. E ai?

 

3- A vida é muito curta para gastar tanto dinheiro comprando produto para um cabelo que não é seu

Uma das coisas que eu aprendi na transição e que transformaram minha auto-aceitação foi cuidar do cabelo. Tem coisa mais gostosa do que passar horas na perfumaria escolhendo os produtos? Ficar trocando figurinhas com outras cacheadas, fazer misturas doidas no cabelo? Eu adoro! Aprendi isso na transição e levo comigo. Sou um pouco preguiçosa, confesso. Não sigo cronograma capilar ao pé da letra porque já aprendi qual etapa do cronograma meu cabelo está precisando. Mas a questão que eu quero levantar aqui é: você sabe que a máscara que comprou não irá recuperar os fios alisados, certo? E sabe que seu cabelo alisado terá que ser cortado mais cedo ou mais tarde, aos pouquinhos ou diretão, certo? Agora pensa quanto de produto você tá gastando em um cabelo que vai para lata do lixo. Agora abre seu armário e faz uma continha básica aí para ver quanto de dinheiro você tá jogando fora. ;)

4- A vida é muito curta para você ficar com duas texturas de cabelo

Deixa eu te contar um segredo. Sabe qual é a fase mais difícil da transição? É aquela que sua raiz virou comprimento do cabelo. Você já tá de saco cheio de fazer texturização e já aprendeu que chapinha só vai ressecar aquele seu cabelo novinho e natural. Já entendeu que se você resolveu entrar na transição é porque você optou por não mais “abrir os cachos” “baixar a raiz”, “tirar o volume”. E aí o negócio pega. E a primeira vontade que vem, qual é? Desistir! Achar que nada disso faz sentido. Se você estiver nessa fase, aqui vai meu conselho: corre para o cabeleireiro e corta. Antes que você corra para alisar e jogue fora meses de transição!

 5- A vida é muito curta para texturizar o cabelo todo dia

Dormir com coquinhos no cabelo? Acordar 3 horas antes para arrumá-lo? Fazer chapinha (não faça, sério, experiência própria)? Viver de cabelo preso? Sinceramente, não “precisei” texturizar porque quando passei pela transição nem sabia que isso existia (não sabia nem que ficar sem alisamento para voltar ao natural tinha nome), MAS nesse mais de um ano do Cacheia (<3) conversei com tantas transitentes que percebi um fato: no começo a texturização é linda, todo mundo se diverte testando novas, vendo vídeos, seguindo o cc, mas depois cansa. Cansa acordar mais cedo, cansa tentar mudar a textura de um cabelo que tá quimicado e vai voltar ao normal assim que molhar. Cansa. Agora faça a mesma continha do dinheiro que foi para o ralo com produtos aqui. Quanto tempo você perdeu nessa brincadeira? E o que você poderia ter feito? Talvez ter começado aquela academia que há tempos você promete ou fazer uma aula de inglês. Dormir. Dançar até o dia raiar. Viver :)

6- A vida é muito curta para você não ser você mesma

Quando entramos na transição, nos dispomos a voltar ao nosso natural. Obviamente, isso não é fácil. Sabe por que? Bem, vamos lembrar porque você alisou/quimicou seu cabelo? Deixa eu adivinhar?

– Você não sabia cuidar do seu cabelo

– Você via outra cacheada na rua e pensava “nossa, meu cabelo podia ser assim, mas ele não fica tão bonito”

– Você viu sua mãe/avó/tia alisar o cabelo a vida inteira

– Falaram para você que seu cabelo era muito armado

– As personagens bonitas da TV eram todas lisas. As crespas que foram surgindo tinham os cachos largos e eram cuidadosamente feitos com escova + babyliss (Dica: leia Eu não sou a Taylor Swift)

– Aquele menino gatinho falou para você que gostava de meninas com cabelo liso

– Te deram apelidos relacionados ao seu cabelo e/ou colocavam coisas nele para mostrar que “não cai”

– Te sugeriram prendê-lo e tudo de mais louco para tirar o volume

– Te falaram que cabelo crespo era cabelo ruim, pixaim, bombril

– Perguntaram por que você não fazia uma progressiva para abrir os cachos, abaixar um pouco o volume e ficar com cara de “bem cuidada”

E aí, sabe o que aconteceu? Você acreditou em tudo isso. Acreditou que para ser bonita você precisava ter outro cabelo que não o seu. Mas aí, depois de tanta química, você não se via mais, você via pontas quebradas e espigadas, um cabelo sem vida e resolveu tentar de novo. Mas será que vai voltar a ser como era antes? Será que vou aprender a cuidar? Será que vão me criticar?

E é por isso que a transição é tão importante e você deve, sim, passar por ela. Para responder a todas essas perguntas e se sentir segura o suficiente para seguir em frente. Para se conhecer melhor, se amar e se transformar. E não estou falando só do cabelo ;)

Quando você perceber que isso tudo foi reconstruído em você, Siga em frente! Vai ser feliz com seu cabelo! No seu tempo, mas sem ficar escrava de outras ditaduras, como falei no começo do texto.

 

A vida é muito curta.  

Leia também: Por que assumir os cachos é um ato político?

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Você também pode gostar: