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Empreender em meio à pandemia: espaços de beleza e o COVID-19

O COVID-19 impôs uma mudança de ritmo que afetou o comércio de bens e serviços no Brasil e no mundo. O ritmo de retomada das atividades é gradativo. Por isso, por muito tempo espaços especializados em cabelos crespos, cacheados e ondulados permaneceram fechados atendendo às recomendações de segurança e distanciamento social. No processo de retomada das atividades, muita coisa mudou. Por tudo isso, é interessante observar estratégias e discutir caminhos para empreender na pandemia e superar esse momento tão difícil.

Vouchers e a venda antecipada

Mabel Garcia. Foto por marciamoreirafotografias

Mabel Garcia coordena o Mab Mais Cachos, salão de beleza especializado em cabelos naturais no bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte/MG. Para ela, a falta de informação é um dos maiores desafios para agir. “Não saber como, por onde, ou o que fazer para minimizar os impactos de uma paralisação nas atividades fez com que eu como empresária me sentisse à deriva em alto mar.”, conta ela. Seu espaço precisou interromper as atividades temporariamente, assim como vários outros do mesmo nicho.

Levou pelo menos um mês até que eu entendesse que não dava para ficar de braços cruzados, e que o governo não faria nada para evitar a falência de vários empresários. Além disso, eu me sinto bastante responsável pelas várias famílias que são diretamente sustentadas pela minha empresa“, comenta Mabel. Além do pagamento de salários de funcionários, o aluguel e demais despesas fixas colocaram muitos empreendedores diante de um impasse.

No Mab Mais Cachos, Mabel Garcia decidiu oferecer aos clientes Vouchers de serviços. Assim, ao oferecer um benefício de desconto de até 30% e receber adiantado, os profissionais puderam receber algum recurso financeiro para conseguirem se manter. O sucesso foi tanto que foram vendidos quase 400 vouchers.

As lives e os serviços online

Outras estratégias adotadas durante a pandemia foram as lives, cursos EAD e serviços online como as consultorias. Segundo Mabel, sua rede social permaneceu ativa, o que gerou uma importante interação entre clientes, parceiros e empresa. 

Margaret Siqueira, coordenadora do Instituto Capilare em Belo Horizonte, conta que adaptou sua comunicação durante a pandemia do novo coronavírus. O espaço que é referência em projetos educacionais voltados à saúde capilar, interrompeu suas aulas presenciais. Contundo, para manter sua comunicação ativa e apoiar seus alunos e clientes, investiu um cursos online, lives temáticas com especialistas em beleza, saúde e bem-estar. Assim, o fenômeno das lives ganhou força não só para o entretenimento, mas se tornou ferramenta de estudo. Segundo ela, ” a área da beleza foi uma das áreas mais afeta pela pandemia, estes profissionais tiveram que reinventar, pois às necessidades dos clientes mudaram”. Para ela, a demanda por por novos serviços como Aromaterapia, Argiloterapia, Reflexologia crânio Facial e processo voltados a Transição Capilar é notável. Ainda segundo Margaret, a parceria entre o cliente e profissional é o que vai garantir o sucesso deste cuidado. “Hoje o Instituto Capilare desenvolve profissionais à frente do mercado para trabalhar com Terapia Capilar , Saúde Integrativa”, afirma.

Instituto Capilare antes da pandemia

O delivery e os produtos home care

Outra tendência, foi o crescimento do serviço do delivery. Para Mabel Garcia, esse sistema foi essencial para que as clientes mantivessem seus cuidados em casa. A procura por produtos home care pode ser uma tendência que se prolongará por muito tempo já que sem a vacina, muitas pessoas que se encontram em grupos de risco (doenças pré-existentes) ainda estão cautelosas e precisam permanecer em casa.

O novo normal

Muitas cidades brasileiras retomaram parcialmente as atividades, como é o caso de Belo Horizonte. Para Mabel Garcia, “o grande aprendizado que se reforça a cada dia para nós e a importância de nos mantermos próximos de nossos clientes, entendendo e atendendo suas demandas, só assim é possível encontrar soluções para tempos tão difíceis!”. No “novo normal”, os protocolos de biossegurança são essenciais para garantir a segurança de clientes e prestadores de serviços.

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