Existe uma hidratação para soltar os cachos?

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existe hidratação para descer os cachos? foto ilustrativa com mulher cacheada com cara de duvida

O fator encolhimento incomoda muitas crespas e cacheadas que aguardam há meses – ou anos! – ou que os cabelos finalmente ganhem tamanho. E nessa busca muita gente está recorrendo a alternativas que supostamente abrem os cachos “sem química”. Mas será que isso existe mesmo?

Em primeiro lugar, você precisa saber que os tratamentos capilares podem contribuir para uma textura mais sedosa, realce do brilho, melhora na penteabilidade, reposição de massa, correção de porosidade, fortalecimento, estímulo do sistema capilar e controle de algumas disfunções do couro cabeludo. Tuuuudo de bom!

Um tratamento de qualidade profissional pode deixar os cachos mais definidos e, dependendo da curvatura, quanto mais bem tratado, maior o encolhimento. Em outros casos, a combinação de corte e tratamento podem favorecer uma impressão visual de mais comprimento e peso dos cabelos.

hidratação para descer os cachos? imagem ilustrativa com um antes e depois de cabelo cacheado após tratamento e corte cascata
Exemplo de corte cascata com camadas que favorecem impressão de comprimento. A a base mais pesada e arredondada e a leveza das camadas contribui para o efeito visual de tamanho. Créditos @todaraiz

Na prática, uma hidratação não faz uma redução definitiva de volume e não tem como função “soltar os cachos”, “abrir os cachos” ou similares. Na internet não faltam tutoriais de receitas caseiras com ingredientes como quiabo, óleo de coco, maisena ou similares que alertam: “alisa muito”. Mas na prática, nenhum tratamento natural tem o poder de promover a abertura dos cachos. Para obter esse efeito é preciso que ocorra uma reação química que promoverá a alteração de textura.

Entre as ferramentas disponíveis para quem deseja uma modificação de textura estão as bases alisantes ou o chamado “alisamento ético”. Resumidamente, tratam-se de formulações que obedecem as normas da Anvisa e não possuem ativos ilegais em sua formulação.

Entre os modificadores de textura legais estão os hidróxidos (o famoso “relaxamento”), o permanente afro e o tioglicolato de AMP. Essas tecnologias podem resultar em diferentes efeitos dependendo do tipo de cabelo, condição da fibra e forma de aplicação podendo oferecer redução de volume, alisamento, estímulo de ondulação ou até mesmo cacheamento. Mas vale o alerta: tratam-se de produtos grau 2, por isso a avaliação e execução por um profissional especializado é essencial para uma mudança de textura segura. Quem opta por uma modificação química também tratado precisa ter em mente que a necessidade de tratamento será ainda maior. Sem os cuidados adequados um simples “susto na raiz” pode se tornar um problemão e levar a uma nova transição capilar em função da porosidade, ressecamento, perda de definição e diminuição da resistência.

Outro alerta fica por conta do uso de alisamentos ácidos como selagem, botox, progressiva e similares. Rótulos atrativos muitas vezes recorrem a termos como “orgânico”, “vegano”, ilustrações de flores, folhas e elementos naturais e prometem “alinhamento”, “controle de volume” e “controle de frizz” supostamente “sem formol”. Na prática, muitas vezes possuem procedência duvidosa, não passaram por nenhum processo de certificação para receber o selo e seus componentes podem contribuir para processos inflamatórios no couro cabeludo, distúrbios de oleosidade e queda, coceira, feridas, descamação, dentre outros problemas, são exemplos: ácido glioixílico, oxoacetamide de carbocisteína, formol ou glutaraldeído.

E quando o alisamento é acidental?

Os danos causados pela coloração e a descoloração podem comprometer a elasticidade e a forma dos fios, promovendo um aspecto esticado. As altas temperaturas e o uso da prancha também podem comprometer a definição dos cachos, por isso é preciso tomar muito cuidado.

Escolha com consciência

A liberdade de ter o cabelo como quiser é incrível, mas nossas escolhas precisam passar não só pela estética e o embelezamento mas também pela saúde.

Foto de capa por: Andrea Piacquadio no Pexels

Maressa De Sousa

Maressa, 26 anos, baiana. Cientista Social, mestra em Antropologia. Terapeuta capilar, cabeleireira e trancista. Ama filmes e livros de ficção. Para ela, a transição capilar marcou o início de muitas outras transformações.







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