Queda capilar e COVID-19

mulher ruiva com expressão preocupada. imagem ilustrativa para texto sobre queda capilar p

A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus, também chamado de SARS-CoV-2. A infecção viral se espalhou pelo mundo e pode apresentar sintomas diversos como febre, tosse, coriza, dificuldade para respirar, alterações no paladar e no olfato, perda de apetite, fadiga, dentre outros. O que pouca gente sabe é que a COVID-19 também pode trazer sequelas para todo o sistema, incluindo alterações neurológicas e cardiorrespiratórias. Sabe-se também que a doença impacta o organismo humano de diferentes formas e que muitas pessoas podem inclusive não apresentar sintomas.

Quando a queda pode acontecer?

Nas clínicas e salões de beleza, relatos frequentes têm demonstrado mais uma das consequências da COVID-19: a queda de cabelo. Especialistas ressaltam que a queda capilar pode ocorrer em casos leves, moderados ou graves e pode se manifestar de 2 a 3 meses após a recuperação da COVID-19.

Quais fatores influenciam na queda capilar?

Para tentar compreender esse fenômeno, precisamos considerar que a população mundial passou por sérias restrições e mudanças severas na rotina nos último ano. Portanto, o estresse prolongado, a ansiedade, a incerteza e as dificuldades que vivemos na esfera familiar e no campo dos estudos e do trabalho são elementos que muitos de nós compartilhamos. Como se sabe, a saúde capilar é resultado do bem-estar físico, emocional e psíquico, por isso não se pode ignorar o quanto essa mudança de hábitos trouxe desgaste e sofrimento.

É preciso lembrar também que estar em casa pode ter representado para alguns mais atividades físicas, aproximação familiar, mais horas de sono, menos tempo no trânsito, mais oportunidade para se planejar, etc. Para outras pessoas no entanto, a alimentação equilibrada, o hábito de caminhar, tomar um sol no início da manhã ou até mesmo o prazer do convívio social e de uma boa conversa foi restringido.

No caso de pessoas infectadas, muita gente passou por febre alta prolongada, perda de peso repentina, uso de medicamentos e outros procedimentos que fazem parte desse processo.

Esses são alguns dos elementos que podem ter contribuído para o aumento das queixas de queda capilar.

Para entender melhor essa patologia é preciso entender o eflúvio telógeno: uma alteração o ciclo capilar que promove a queda acentuada dos fios, notável ao pentear, lavar, escovar ou prender os cabelos.

A que profissional recorrer diante da queda de cabelo?

A perda de cabelo em função do eflúvio telógeno tende a ser temporária e autolimitada. Contudo, é necessário realizar acompanhamento médico e receber a orientação adequada. Nesse sentido, exercitar a paciência e buscar equilíbrio e bem-estar é essencial. Profissionais como a dermatologista, a tricologista e a terapeuta capilar podem auxiliar no controle da queda capilar a partir de diferentes estratégias e de forma complementar.

Foto de capa: Gabby K from Pexels

Maressa De Sousa

Maressa, 26 anos, baiana. Cientista Social, mestra em Antropologia. Terapeuta capilar, cabeleireira e trancista. Ama filmes e livros de ficção. Para ela, a transição capilar marcou o início de muitas outras transformações.







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Nossa, eu estou sofrendo com a transição capilar mas me divirto com as dificuldades que vão surgindo nesse processo!

Tem dias que dá vontade de desistir. Já em outros, me divirto com as dificuldades que vão surgindo nesse processo!


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