Sobre o ato de cachear: ditadura ou reação?

Sim, assumir o cabelo natural é um ato político! Mas isso vocês já sabiam, a Larissa já explicou o porque no post; “Por que assumir os cachos é um ato político?“. A questão é, será que o discurso acerca do cabelo cacheado deixou de ser reação e passou a ser também uma ditadura?

Antes de tudo é preciso entender: O que é ditadura?


 

Basicamente, é um regime governamental sem democracia. O poder é restrito e unificado, ou seja, onde há ditadura, as pessoas ficam isentas de seus direitos individuais.


 

Apropriando a palavra à estética,  pode-se dizer que “a ditadura da beleza“, nada mais é que, padronizar e impor um tipo de beleza. O preconceito, surge daí. Porque se algo é imposto direto ou indiretamente, os poucos que se encaixam, logo supõem que são superiores aos que não conseguem se enquadrar.

  • Cabelo crespo e racismo 

cabelo crespo e racismoAo se tratar de cabelo crespo, a questão é muito mais abrangente do que a maioria das pessoas pensam. Quando falamos em assumir esse tipo de cabelo, estamos falando de questões raciais impregnadas historicamente na sociedade.

O preconceito racial existe. Existiu na época do escravismo, e deixa suas marcas até hoje. Ele acontece de forma explícita e de formas que muitas vezes parecem sutis, mas na verdade, bombardeiam a mente das pessoas de tal modo, que a raça negra continua sendo marginalizada. A Raysa falou lindamente sobre isso no post “Cabelo crespo, feminismo e identidade negra“.

O pior de tudo, é que muitas pessoas ainda veem o racismo como vitimismo, como “mimimi” (foi assim que algumas leitoras classificaram o racismo no post sobe a globeleza que fizemos na nossa página do facebook). Gente, isso é muito sério! Se você acha mesmo, que é mimimi falar sobre a forma que a mulher negra é vista como objeto sexual, então você com certeza não faz a mínima ideia do que é o racismo.

Quantas vezes ao olhar no espelho, me incomodei com meus traços negros? Não foram 1 ou 2 vezes que o meu “nariz de batata” e meus cabelos crespos me incomodaram, e tenho certeza que isso não é um fato isolado. Milhares de pessoas ainda olham-se como aberrações, acham estranham o seu cabelo “ruim”, sua pele negra e seus narizes achatados. Isso porque a sociedade reafirma isso e a mídia faz questão de propagar e disseminar.

racismo

Enquanto você diz que falar sobre racismo é “mimimi”, a mulher negra ainda é vista como “a neguinha do espanador”.

 

O cabelo crespo é visto como algo ruim, como “cabelo duro“, como símbolo de pobreza e sujeira. Não é difícil achar isso, quando a maior emissora televisiva nacional, coloca uma peruca crespa num personagem para caracteriza-lo como pobre.

Eu também achava isso, também me incomodava quando diziam que meu cabelo era crespo, também me rendi aos alisamentos, progressivas e chapinhas da vida. Mas uma hora a gente acorda, amadurece e percebe que se eu não consigo aceitar a minha raça, e consequentemente o meu cabelo, então estou negando a minha identidade.

  • A revolução cacheada

A temposcabelo crespo tenho percebido que cada vez mais pessoas tem aposentado suas chapinhas e largado de mão os alisamentos e progressivas, para usufruir dos seus cabelos naturalmente lindos.

Muita gente vem propagando o discurso de que o ato de cachear vale a pena. O grupo Cacheadas em transição no facebook, tem mais de cem mil “membras”, e é dedicado a compartilhar experiências desde a transição até o cuidado com os cachos mais grandinhos. Existem milhares de páginas e grupos destinados a cabelos crespos, e o número de blogueiras que falam sobre cuidados com esse tipo de cabelo também é exorbitante.

Você deve está se perguntando: por que tanta gente resolveu assumir o cabelo crespo, e melhor que isso, se orgulhar dos seus cabelos? E por que agora? Apesar de muitos pensarem que é mero modismo (veja o link: Cabelo cacheado: identidade ou modinha), a resposta é simples e direta: as pessoas estão se amando mais!

Imagine se você fizesse uma descoberta incrível, digna do prêmio NOBEL! Guardaria só pra si, ou compartilharia com o mundo? É exatamente assim, que acontece. Uma vez que as pessoas percebem o quão libertador e satisfatório é assumir o cabelo crespo, elas sentem necessidade de convencer mais e mais pessoas de que é uma ótima escolha a se fazer. Por isso, essa ideia tem tido tanta repercussão. Pra mim, quanto mais pessoas souberem, melhor. E ai de quem tentar me calar.

  • Mas enfim, o ato de cachear é uma ditadura ou apenas uma reação?

eu amo meu cabeloDiante de tudo isso que eu falei, acho que ficou bem claro, que as pessoas realmente precisavam acordar, e perceber que não deve haver uma única beleza considerada perfeita. Precisavam desmistificar esse conceito mal formulado de que pra ser bonito tem que ter traços europeus, tem que ser branca, tem que ter cabelo liso.

Eis aqui a nossa reação! Nossa autoafirmação como negros de cabelos crespos. E eu não me envergonho disso. E se os meus traços predominantemente negros, incomodam o “gosto pessoal” de muita gente por aí, sinto muito, mais não me sentirei intimidada. Nem eu, nem milhares de pessoas que também permitiram-se viver livres de padrões impostos.

Porém, infelizmente, a outra face dessa reação, tem levado muita gente a se “descabelar” por aí. Deixaram e ser ludibriadas por um tipo de padrão, para se tornarem escravos de outro. Por isso, é importante sempre ressaltar, que não adianta você largar a química e a chapinha, na tentativa de obter cachos perfeitos e hierarquizar um tipo de textura capilar.

Aprenda a exercer a autoaceitação, e acima de tudo “seja feliz com você mesmo“, mas respeite sempre a diferença alheia. Porque se você resolveu assumir seu cabelo cacheado, mas é preconceituoso com seu vizinho que tem um cacho diferente do seu, tome cuidado! Pois você pode estar sendo conivente e propagando uma ditadura.

A intenção, não é mostrar que meu cabelo é melhor ou mais bonito do que o de ninguém. Não é disseminar o preconceito por quem usa química e se sente bem assim. Afinal, cada pessoa é única, cada um faz o que bem entender consigo mesmo. Liso, crespo, ondulado, quimicado, coloridos ou não… Cabelo é cabelo! Eu sou apaixona pelo  meu, não porque alguém me disse que é correto,  não porque me disseram que era bonito assim, mas porque eu estou satisfeita comigo mesma, isso independe de padrões e ditaduras. E mostrar pras pessoas o quanto isso é libertador, o quanto me sinto bem, foi a melhor forma que encontrei para reagir!

 

Ster Nascimento

Ster Nascimento, 22 anos. Gosto do meu cabelo cacheado, do meu descontrole sem pé nem cabeça, do meu 8 ou 80 e da minha zarreza perceptível. As vezes sou um amor de pessoa.







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Comentários

Otimo post Ster!
Apesar de ser branca e loira (mas graças a deus cacheada!rs) sempre me interessei por estas causas, ja que acredito no conceito de “interseccionalidade” que, para quem ainda não conhece, é uma ideia que entende que todas as formas de subalternizaçao são ligadas entre si: racismo, machismo, elitismo, especismo etc..e por este mesmo motivo defende que todas as classes dominadas e inferiorizadas devem se unir na luta em prol da liberdade de todos (todos mesmo!).

Este post me fez lembrar muito de uma antiga melhor amiga que tive, cortamos relações por não termos os mesmos valores e por isso tinhamos muitos atritos pessoais e tal. Enfim…ela era negra e tinha os cabelos crespos lindos, mas sofria e deve sofrer ate hj pra mante-los super lisos. Alem disso tinha outras atitudes que demonstravam uma grande insatisfaçao com a sua aparência. Eu evitava tocar no assunto pq via que a incomodava muito e, por eu ser branca me sentia sem graça e sem direito de dizer pra ela se orgulhar de si mesma e mandar a merda os padrões. Acredito que uma causa agravante disso tudo era que nós duas gostavamos de som gotico e metal tbm, acho que todos sabem que neste meio o padrão imposto é a pele branca e o cabelo liso e preto (no maximo vermelho). Eu era refem da prancha por esta imposiçao e ainda assim via gente torcendo o nariz por causa do cabelo loiro, mas me libertei e hj mando um belo FODA-SE pra quem diz que góticos e/ou metaleiros devem ser assim ou assado,
como se gosto musical mandasse na aparência. Quem deve mandar na nossa aparência somos nós mesmos oras! E é no mínimo contraditório uma “tribo” que teoricamente defende a liberdade estética com direito a piercings, tatuagens e roupas pretas, mas impõe valores etnicos de forma tão imbecil.

De todo modo, torço pela libertaçao de todos e espero que um dia esses temas aqui discutidos só façam sentido nos livros de história que nossos netos vão ver na escola, e que eles achem absurdo tudo isso do mesmo modo que hj achamos a escravidão e os ideais nazistas absurdos tbm.

Boa noite pessoas! ;)

Estou na torcida também Bárbara. Na torcida e na ativa. O que gente não pode fazer, é ficar calado, com medo de ser atingido. Tem que se assumir, tem que se mostrar mesmo. Cada um deve amar a si mesmo, porque amor próprio é fundamental. beijo :*

Já havia comentado isso aqui antes, muita gente sai da ditadura da química para entrar na ditadura do cachos perfeitos, cachos sem friz e por ai vai… A respeito da grande emissora q colocou uma peruca crespa na personagem para ela se disfarça de pobre e ainda ficar feia para não ser reconhecida achei um absurdo e senti o preconceito q se tem com cabelo crespo, acho q uma grande emissora como essa não devia ter uma atitude como essa, imagina uma criança ou adolescente q ainda não tem uma opinião formada sendo incentivada a achar q cabelo crespo é coisa de gente pobre, q é feio. Bom parabéns pelo texto acho super importante conscientizar pessoas q saem de uma ditadura e entram em outra. Bjsss

Aline, o pior que é exatamente assim que acontece. É dessa forma (nada sutil), que a mídia propaga seus padrões e pra eles, dane-se quem não se enquadra. Mas se por um lado eles fazem isso, por outro nós e muitas outras pessoas estamos dispostos a confronta-los. POR UM MUNDO ONDE AS PESSOAS TENHAM LIBERDADE DE SER QUEM SÃO. beijo :*

Q bom q temos pessoas como vc, parabéns de verdade bjsss

Ai Aline, que amor! Muito obrigada, fico feliz que tenha gostado.

Falou TUDO, Ster!

Parabéns pelo texto <3

Nossa!! Arrasou no texto!!! Realmente… precisamos ser felizes com nós mesmas!!! As vezes demora pra entendermos isso… engraçado que até eu começar a procurar na net sobre “como retirar a progressiva do cabelo” além de descobrir que “não tem como retirar” a não ser cortando as partes com química… descobri tbm que já estava na “transição” e o mais legal… que um monte de meninas… mulhres tbm estavam!!! Não decidi voltar ao meu cabelo natural por moda, simplesmente me olhava no espelho e pensava: essa não sou eu de verdade! De cacheada e castanha, fui lisa “alisada” e loira… não era eu mesmooooo!!!! kkkkkk!!! Apesar da “praticidade” que o cabelo alisado trás, isso já não era mais suficiente ao vê a quantidade de cabelo no ralo depois de lavá-los… tbm não era suficiente a medida que ser “igual a todo mundo” já não tinha tanta graça!!! Comecei a me sentir estranha… a sentir saudade de mim!!! Não quero dizer que só pq to voltando ao meu natural o liso… o loiro… o comprido deixaram de ser bonitos… são lindossss…. mas quero que o meu cabelo seja lindo por ele mesmo…. lindo por si só!! Penso que o MEU ato de cachear tá indo além de uma simples reação… não quero me render a mais nenhuma ditadura…. apenas quero ser feliz comigo mesma!!!
Mais uma vez parabéns a todas do CACHEIA!! Arrasam sempre nos textos!!!!
Um ótimo dia a todas!!! Deus abençoe vocês!!!

Dani, fico muito feliz que tenha reconhecido isso. Nosso propósito aqui, é exatamente esse; fazer com que mais pessoas entendam que podem ser lindas sem se importar com a opinião alheia. beijo :*

Parabéns pelo texto incrível. O cacheia é um dos meus blogs favoritos graças ao posicionamento de vocês. O Brasil é um país com uma enorme população negra (a segunda maior fora do continente africano) e a gente simplesmente fica dando tampinhas nas costas uns dos outros e negando o racismo forte e dilacerante que ainda existe. Não tenho facebook mas soube que têm acontecido várias discussões sobre o racismo e a hierarquização de cachos nos grupos e páginas. Por favor, continuem se posicionando. Acho que cabelo é uma parte muito importante da identidade de cada um e é muito claro que ele simboliza diversas outras coisas.Cachear-se pode ser uma excelente oportunidade para reconhecermos o que esses símbolos dizem e porque o cabelo cacheado foi historicamente depreciado. Eu estou em transição capilar e espero que muitas outras meninas e meninos em transição aproveitem esse período para também transicionar a mente. Beijos e continuem com esse blog incrível

Gabriela, ultimamente tenho ficado boquiaberta com os comentários que algumas meninas fazem aqui. Você disse tudo! E merece parabéns pela sua posição e forma de pensar. Foco na transição, e parabéns pela escolha. Seja bem vinda a esse universo onde o ato de cachear é muito mais que estética. beijo :*

Amei o texto. Disse tudo!
Realmente acho que para quebrar padrões é necessário se aceitar e também aceitar aos outros, pra mim não tem beleza mais bonita do que outra e sim pessoa mais feliz. Não é passando a vida correndo atrás de estéticas pra te fazer parecer uma atriz de hollywood que te fará mais feliz, e sim sendo você mesma, rindo mais, deixar de ir ao salão pra sair com amigos e gastar aquele dinheiro que seria usado numa cirurgia no nariz em uma viagem.
Parece clichê mas só depois que me dei conta de que as pequenas coisas realmente valem mais, que minha felicidade interna importa mais do que os outros pensam de mim, que parei de tentar ser alguém que não era e fui em busca da verdadeira eu.
Acho que cada um faz o que quiser com o cabelo e seu corpo, mas ser você mesmo é o ápice da beleza de qualquer um pra mim :)
Bjs

Meu Mundinho de Sofia

Isso mesmo Ana Paula, esses dias eu publiquei isso na minha linha do tempo: “Sobre o amor próprio: Acostume-se com cada mínimo detalhe do seu corpo, até aquelas imperfeições que parecem mais bizarras. Travar uma guerra constante com o espelho, não vai te deixar diferente. Esqueça os padrões, ou melhor, fuja completamente dos padrões! E “jamais”, “nunca”, “jamé” fique bonita para os outros. Seja você, e apaixone-se por si mesmo todos os dias.” E olha, que eu tenho que trabalhar diariamente isso na minha cabeça, porque tenho um “problemão” com autoestima. Mas ultimamente, tenho jogado tudo pro ar, e dane-se essa busca insana por beleza perfeita.

Pois eh .. meio que se torna um mantra. Eu acho que se você repetir isso pra si mesma todos os dias além de você acreditar, se torna uma verdade. E realmente no meu caso só assim pra eu conseguir manter a autoestima também :)

Exatamente, não existe método mais certo do que “aprender por osmose”.

Amei o texto <3
Tudo se encaixou direitinho no que eu sinto e penso sobre esse tema. Eu tenho o cabelo cacheado (mas fiz BC, tá curtinho mas amo), tenho a pele parda (mas me considero negra por motivo de orgulho e resistência) e como você citou no texto, tenho o narizinho de batata *-* Bem, eu nem preciso reescrever tudo o que você disse né? Aliás, só tenho a acrescentar: Para que as pessoas nos aceitem, temos que nos aceitar. Ficar se moldando no intuito de agradar os outros e viver uma vida de aparências é mentir para o seu meio social e a pior das mentiras: PARA SI MESMX! Então, vamos todxs nos assumir em todos os âmbitos, de cabelo até orientação sexual, é um dos passos mais lindos para a felicidade :*

Bjaxx

Que lindo Ana Luiza! Exatamente isso. *—*

Sterphany, amei esse post, diz tudo que todos deveriam dizer, parabéns a você e as outras pelo blog. Estou cada vez mais aderindo a essa opinião e assumindo meu crespo.

Oi wadson, que fofo! Obrigada pelo comentário, e continue firme na decisão de assumir seu cabelo natural. Bjo

[…] Leia também: Sobre o ato de cachear: ditadura ou reação? […]

[…] Agora, chegou aí a nova maravilhosa ditadura moda capilar: ter cabelos naturais [Vídeo AQUI]. Naturais e absolutamente cacheados, sem nenhum fio fora do lugar, porque frizz é coisa do capeta falta de cuidado. Tudo bem que deixar os cabelos serem como são, principalmente os crespos, é um ato político. Veja os posts do Blog Cacheia “Porque assumir os cachos é um ato político” e “Sobre o ato de cachear: ditadura ou reação“. […]

Sinceramente: não creio que a negra que alisa o cabelo perdeu a identidade… se a pessoa está feliz com o cabelo alisado, qual é o problema? O ato político tem a ver como que os outros pensam e o cabelo de uma mulher tem a ver com ela mesma, o racismo passa muito mais por educação do que pelo cabelo das pessoas. Se todas as negras assumirem seus crespos hoje, o Brasil será menos racista?E em relação ao seu discurso, se for pra ser natural mesmo não é pra pintar o cabelo não né? Pois química pra esticar não pode mas pra mudar a cor pode? Ou seja, o que é conveniente ok.? Coerência passou longe…

Oi Paula, tudo bem? Infelizmente a Ster já não escreve para o blog e não poderá responder ao seu comentário sobre o texto dela. Sua fala me chamou atenção porque levantou um ponto de preocupação que já me incomoda faz tempo. Bom, sobre alisar e se identificar como negra o que penso se resume em: alise a cabeça, mas não alise as ideias. Sobre os impactos de assumir o cabelo natural para o combate ao racismo gostaria de compartilhar um pequeno trecho do texto que acabei de publicar que dialoga um pouco com você:

“É fato que o empoderamento individual no sentido estético não vai colocar um ponto final no racismo que experimentamos no Brasil. Um black power pode ser sinônimo de resistência a um padrão de beleza que trata o cabelo liso como belo e bom e o cabelos crespo como ruim. Pode representar uma afirmação da identidade negra – embora até a ideia de identidade seja passível de discussão. Ter um black power bonito e se sentir empoderado(a) com ele pode até oferecer alguma perspectiva de reação diante de determinadas opressões. Mas num contexto mais geral, ainda que muitas pessoas tenham assumido seus cabelos naturais e ocupado os espaços mais diversos, o racismo continua batendo à porta. Se homens e mulheres negras não pudem se reunir, trocar informações e se mobilizar para enfrentar as várias dimensões do racismo, 100000 de black powers e 10000 tranças coloridas desfilando nas ruas não vão adiantar”

O texto completo está disponível nesse link caso você tenha interesse em dialogar sobre o assunto: http://cacheia.com/2016/01/empoderamento-geracao-tombamento-e-afins/

Abraços!


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